Third Time’s a Charm

For sure my third baby will be a boy! I mean, if I get pregnant again, according to my mamma gut feelings, I will be pregnant with a baby boy. Last two times I predicted my pregnancy I got them right, so yeah…

This post is dedicated to all the moms out there who mentally struggle with the decision of having a third baby or not… or even having a baby period!

You see, let me remind you that I have a 4 and 3 year old. Noah and Olivia. A boy and a girl. They are each other’s best friend and best gift to each other. In 2 years they will be in the same school studying and watching over each other.

For a few months now I have been struggling with the thought and desire to bring another baby to the mix. Everything about babies make me smile. While on a family vacation, my husband held a baby in his arms and tears came down from eyes!! What? Yes!! And I was not even on my PMS! This is real you guys…

This baby fever seems so real that I don’t want to give my kids’ baby clothes away because I still hope I’ll get pregnant again. I’m 35 years old, a single child, stay home mom and mother of two. Why stop now? I have always dreamed on having a big family since I never had one. Of course my family dynamics are completely different than the one I was raised, and in some parts a bit more difficult too, but hey, why not having another baby, right?

Some days I’m thinking, pregnancy, breastfeeding, diapers, crib, baby monitor, cosleeping, cooing, hospital care, another c-section, home visits, swaddle, big boobs, bikini baby belly, baby moon, wipes, formula, tummy time, baby smell… yes I want it all!!

But some days I’m also thinking, we have no money, babysitter for 3 kids, heavy car seat, stroller for 3 kids, post Partum depression, another c-section, no alone time, no nearby grandparents, no housecleaning, no chef, more therapy… No more babies for me!

If only was easy to tell my uterus, my my heart and bank account that we shouldn’t have a baby anymore… but it’s not. You must be asking yourself now, what about your husband? Well, yeah, my husband already gave me an ultimatum: ENOUGH! For him not having another child is so crystal clear that the man keeps asking me all the time if I took my birth control pills! And that’s because he didn’t have birth twice in two years!! But I guess he did have to deal with a crazy woman on the verge of throwing out the towel…

I know… writing it all down, it seems that I’m answering my own question to my constant question… but it doesn’t make it easier to me when I see families with 3/4/5 kids… I contemplate with the craziness that must be the house and somehow I wish that to myself too. One of the main things that still hold me down from a pregnancy right now is my daughter’s personality. Oli is so sweet, cuddly, nurture and loooves having her one on one with us. I don’t want to make her the middle child and loose that loving connection we have. I’m afraid of not being able to give her my full attention and sabotage our relationship.

I don’t know… it’s such a gray area and it will never exist a right or wrong answer for this matter. I believe that it exists what is good for your family. Maybe I’m even sabotaging myself with the desire of having a baby just to run away from my dreams… after changing diapers everyday for 2 years, my mind makes me believe that I’m just a mom. But am I? Maybe I even forgot who I was before I became a mom…

While the desire for having a third baby does not become true, one thing I know for sure: I’ll be loving and enjoying my two little bundle of blessings that made me who I am today!

What about you? Where are you in your life? Are you happy with 2, 1 or not having kids at all? I would love to hear from you!

Love,

Camila

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O Terceiro Filho

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A chegada do terceiro filho. Sim, acho que se eu engravidar, novamente, será menino! Não tenho a mínima certeza, é claro, mas nas últimas gravidez acertei o sexo do Noah e Olivia, então no terceiro, pelo que tudo indica será menino!

Então gente, não estou grávida! Mas quero estar… Esse post de hoje é em homenagem às mulheres que como eu, estão passando por um fase “baby fever”, mas ao mesmo tempo não tem coragem de prosseguir.

Como você já devem saber, os meus filhotes têm 4 e 3 anos, um menino e uma menina. Eles são melhores amigos um do outro! Eles brincam, brigam e se resolvem juntos! Eles são super diferentes um do outro e ainda assim, super parecidos! Em um ano irão estudar na mesma escola e nos mesmos dias! Os amiguinhos deles são todos em comum! Agora a pergunta: “Pra quê você quer ter outro filho? Tá maluca, Camila?” Talvez…

Eu não sei explicar o que sinto quando penso em receber mais um baby nessa casa. Penso naquele sentimento gostoso que era sentir aquele cheirinho de baby dentro de casa. Penso na emoção que era sentir aquele baby mexendo dentro de mim. Penso na alegria que sentia em mostrar aquele barrigão que carregava um sonho. Penso nos cuidados que recebi no hospital quando o baby nasceu. Penso na dificuldade e regozijo da amamentação. Penso nos desejos e fome exagerada que sentia quando o baby queria comer. Ah, eu penso nisso tudo e muito mais! Me traz tanta alegria e realização na possibilidade da chegada de um terceiro baby que meus olhos se enchem de lágrimas…

Tenho 35 anos, filha única e mãe de dois, pra quê parar agora eu me pergunto. Por que dar ponto final numa história planejada por Deus? Aí me lembro… ‘quando 1 não quer, 2 não briga!’

Sim, você acertou… o marido já disse chega! Acho até que ele ainda está traumatizado com a gravidez surpresa da Olívia! E olha que quem carregou a Olívia por 9 meses foi eu! E quem teve depressão pós parto, fui eu; e quem ficou em casa trocando fralda de duas crianças por dois anos o dia inteiro foi eu!

Uma parte de mim também sente medo da chegada do terceiro baby. Uma parte de mim senti medo de quebrar uma dinâmica tão gostosa que demorou anos a ser atingida. Uma parte de mim senti medo em tornar a Olívia a filha do meio, e justamente a filha mais carinhosa e geniosa. Uma parte de mim senti medo de não conseguir dar atenção aos 3 filhos. Uma parte de mim senti medo de perder a auto-estima que levou tanto tempo pra ser reconstruída pós-parto. Uma parte de mim pensa que sou “olho grande” em querer ter mais filhos já que tenho um de cada sexo. Uma parte de mim dói só de pensar em pagar $100 de babysitter pra colocar o pé na rua. Uma parte de mim senti medo em continuar criando os meus filhos longe dos avós.

Não tem um dia que deixo de pensar nessas lista de pensamentos. Escuto histórias de amigas que engravidaram sem querer, mesmo na pílula ou outros métodos… aí penso: “poxa bem que a minha pílula poderia falhar, e aí não haveria culpados!”

Ah Filhos! Eu nunca pensei que eu fosse me tornar essa leoa que sou. E esse amor incondicional que muitas mães falam que sentiram pelos filhos desde o primeiro contato, eu não senti de imediato. Esse amor foi crescendo dia após dia… e cada troca que tínhamos um com o outro, eu via que aquele baby estava ali só pra ser amado, cuidado, alimentado… nada mais além… Então, por que não gerar mais uma criaturinha dessa na minha vida?

Não sei se existe uma resposta correta pra essa pergunta. Mas existe o que funciona para sua família. Vou amar se você compartilhar comigo a sua experiência da dúvida ou certeza da chegada do terceiro filho ou até mesmo do primeiro. Ter ou não ter, eis a questão! ☺️

Enquanto isso, continuarei regando com muito amor as vidas dos filhotinhos mais lindos e desejados, que Deus me deu! É gratidão que fala, né?!

Com Amor,

Camila

A Minha Primeira Vez!

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Me lembro como se fosse hoje! Naquela manhã de quinta-feira levantei da cama sabendo que tudo iria mudar para o resto da minha vida. Nunca havia sonhado com este momento, mas sabia que um dia iria chegar, afinal de contas eu já tinha 31 anos.

E foi com esse pensamento que dirigi até a Macy’s e lá nos encontramos. Era ele! Lindo, charmoso, do meu tamanho e colorido! Peraí, colorido? Sim, colorido! Achei, o meu primeiro MAIÔ!! Vocês achavam que eu estava
falando sobre o que?? 🙂

Foi pela primeira vez em 31 anos que experimentei um maiô  e que fez toda a diferença na minha vida!! 🙂 Agora respira fundo, clarea a mente volta para o blog!

Até o nascimento da Olivia, eu sempre usei bikini. Nunca, julguei ninguém por usar maio, mas nunca me vi usando um. Mas depois que a Olivia nasceu, tudo mudou e principalmente o meu corpo. Sarada? Nunca fui! Mas, o meu corpo pós-babies me deixou ao avesso do que sempre fui. Me vi com peitos grandes, quadril largo, barriga extra extra extra flácida/pouchete, braços enormes, acima do peso, e nao conseguia me olhar no espelho. Enfim, meu corpo mudou, o verão estava chegando, os babies precisavam ir a piscina, e era a vez do maio chegar para me socorrer.


Se você eh mãe, você entende exatamente tudo que estou escrevendo. Eu tenho quase toda certeza de que depois de ser mãe o seu corpo mudou e o sua auto-estima deu uma caída. Comigo foi bem assim. Mas agora, 3 anos depois do meu primeiro maio, estou aprendendo a me amar além das minhas imperfeições e expectativas impostas pela sociedade. Fazem alguns meses que descobri algo chamado: exercício físico! Já ouviram falar? 🙂 Tipo, fazer exercício tem mudado a maneira como me vejo, como me amo e como me aceito. Aprendi que o importante é não ficar parada, nem que seja fazer agachamento enquanto as crianças estão no parquinho, esse agachamento vai queimar 3 calorias de stress, meia celulite no bumbum e muito exemplo de saúde para os seus filhos.

Desde 2013 (o nascimento do meu primeiro filho), muitas coisas mudaram na minha vida, mas em 2017 a introdução de uma rotina de exercício físico que trouxe uma mudanca grande, que foi o amor próprio!

O amor proprio me fez observar que a minha expectativa de corpo perfeito é baseado numa ilusão! Agora você de estar pensando, “Nossa, agora a Camila deve estar com um corpão, né?” Hahahahahahah Camila: “Não!!!”

Não estou mesmo. Mas se você me perguntar se tenho vergonha de usar biquíni ou maiô na praia eu te respondo assim: “Não tenho vergonha, muito pelo contrário, eu amo tanto as minhas imperfeições e o progresso que obtive até aqui, de que nenhum olhar ou critica ao meu corpo vai me fazer mal.

Agora um segredinho: na ultima viagem que fizemos em familia, fomos para o Hawaii por 5 dias, usei maio nos 2 primeiros dias e nos outros 3 dias coloquei o barrigao pra fora e ousei em usar bikini! Foi libertador!! Agora desafio a voce a se amar, enfrentar os seus medos e se permitir errar.

Com Amor,

Camila

Mom 2 x 1 Anxiety

 

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” Do not be anxious about anything, but in every situation, by prayer and petition, with thanksgiving, present your requests to God.” (Philippians 4:6)

Anxiety: a feeling of worry, nervousness, or unease, typically about an imminent event or something with an uncertain outcome. (Dictionary)

The main reason I created this blog was to start a conversation  with my fellow moms the everyday conquering of being a mom. As we all know, motherhood has so many ups and downs that I thought it would be nice to share with you what I have been going through in this journey and hopefully we can help each other in becoming a better person. I believe today’s topic is my most personal post yet. Therefore, it would mean the world to me if you share your thoughts with me once finish reading it. Today’s topic? You guessed it right: I’m a mom and I struggle with Anxiety disorder.

So, during a therapy session I was diagnosed with Anxiety Disorder when my test result showed that I presented the highest level of anxiety a person can have. I wasn’t shocked but I was surprised that my levels were that high. Also I as relieved because knowing is knowledge therefore I would finally be able to be treated for such.

For a long time, talking about depression and anxiety within Christian community was a taboo. Thankfully, this has change with so many artists and celebraties coming out to talk about meant health treatment and their struggles with it. This sort of taboo also existed in my house growing up. The idea that one person is struggling with anxiety was linked to this person inability to believe in God, therefore, not only you are not trusting God enough, but you are also weak. Solution? Pray more! 😦

With motherhood, my anxiety became noticeable to the ones close to me. I self diagnosed when my children were 2 and 1 years old. At that time, my anxiety was also mixed with depression. I used to have several panic attacks during the day and no tolerance to small bumps in life (pretty much everything!).

But what is to have Anxiety Disorder really? Well, for me means:

  • my mind is always racing,
  • I get extremely upset if something is not done as I expected,
  • change in life scares me
  • responsibility makes me nervous
  • I use my phone to escape my everyday responsibilities
  • are my children eating well?
  • What am i going to cook today?
  • What if tomorrow somebody is sick?
  • Are my children being loving?
  • What if their Christmas is not perfect?
  • Wait, I’m late! But why am I late? I planned to be on time! But wait!
  • schedule keeps me on track, but I usually forgot that there is a schedule
  • Im tired
  • I constantly need to take a break
  • Taking too many responsibilities at once leads me to a break down

Unlike many other peolple who struggle with Anxiety, I’m not afraid of dying, but I get extremely anxious with everyday tasks that could be as simple as taking the kids to school. All the planning/organization that I have to put in my head before an event, stress me out to the point that if my husband disagrees with me, I will get really upset at him and probably give up on doing something. Just like a Facebook status, let’s just say it’s complicated!

So, after much self analysis, I realized it was time to get treatment for this disorder that was getting in the way I treat my children, my loved ones and specially myself. Done! I did it! I got medicated for this taboo thing, for this thing that made me fell weak, far from God and many times extremely hard at my kids. The outcome? Clarity! “I can see clear now that rain is gone..” Just like this song, I was finally able to enter a level of calmness state that allowed my mind not to race. I was finally able to be Ok with life’s bumps. And after 4 years into motherhood, I felt it was the first time I was actually enjoying being a mom and staying home with me children.

I learned that I needed to prioritize things and not embrace every cause. Doing too much means bringing too much worry to my brain and consequently un needed stress. As soon as I learned that about me, I eliminated chores, tasks, people, conversations, groups, places and everything that caused me to loose focus of my priorities and that caused me unnecessary stress.

Is life perfect right now? Oh boy, far from perfect! But now I do have more hope in tomorrow. I also know that Christ has always been with me throughout this whole process of discovery, and He also made me sure that He still loves me, even if I need some medical help to cope with life! Would you believe me that when I poured my heart out to my doctor she told me: “Camila, it took me 45 years to be medicated for Anxiety and until today I regret how I treated my children while battling Anxiety. I felt lonely, and my friends used to tell me to pray more about it. You are doing the right thing! ”

So, I dont know what your are struggling with right now, but whatever that may be, there is always an answer, a treatment, and somebody to help you. Motherhood can be lonely and really hard, but the same God who created you and conceded you the miracle of you becoming a mom will help through your toughest moment.

Love,

Camila

Sobre Fé

 

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Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hebreus 11:1)

Crença; convicção intensa e persistente em algo abstrato que, para a pessoa que acredita, se torna verdade. (Dicio.com.br)

Saudades meus queridos leitores, amigos e visualizadores! Como estão? Espero que todos bem!

Hoje eu quero discutir um tópico utópico que se usado de forma correta torna-se realidade: a fé!

A cada dia que passa, percebo que ser mãe é mais difícil do que ser astronauta pela NASA!!! Verdade ou mentira? Amo os meus babies, mas a verdade é que eles mudam a cada segundo e o que voce aprendeu ontem sobre eles, hoje ja está obsoleto. E foi pensando nessa vida maluca de ser mãe que me veio à cabeça como que eu consigo superar os desafios do dia-a-dia sem desistir do amanhã.

Recentemente, a minha vida têm estado uma loucura (na verdade desde que eu vi duas listrinhas rosas no teste de gravidez). Marido trocou de trabalho ano passado, meus filhos com resfriados e alergia que durou quase todo o inverno, casamento fatigado, estresse da rotina, reajuste de orçamento familiar (eliminar tudo que é bom!!!), e coisas do dia-a-dia que estressam só por esporte mesmo!! Decidi viajar para o Brasil com as crianças para dar férias a mente e ganhar uns quilinhos comendo comida boa. Foi bom! Foi maravilhoso ter tido o privilégio de dar tempo a mim mesma para que tudo em minha volta pudesse se ajustar.

Ao voltar para os Estados Unidos, percebi que o meu botão de recomeço estava funcionando e melhor do que isso, a minha fé estava reestabelecida. Gente, eu nunca fui muito “religiosa” nesse meu blog, e nem é a minha intenção converter ninguém, mas preciso dividir com vocês o quanto a minha fé em Jesus Cristo tem movido montanhas em minha vida.

Ser stay home mom (SAHM – mãe e dona de casa) pode se tornar um “trabalho” um pouco solitário. Veja bem, você vive intensamente para os seus filhos, exemplo: acorda, prepara o cafe, ja pensa no almoço, dar algum snack, brinca, lava roupa, faz almoço, coloca para tirar soneca da tarde, tenta dobrar roupa, as criancas acordam, sai com eles, faz compras pra casa, comem de novo, tira as compras do carro sem esquecer das criancas dentro, faz janta, da banho, coloca roupa, lê livros, coloca pra dormir e uma hora depois eles finalmente dorme. Agora aperta o botão de replay porque amanhã é tudo de novo! Ja se cansou? Eu tb, enquanto escrevo! Você  percebeu que em nenhum momento essa mãe, teve tempo pra ela? Ela não fez as unhas, ela ainda não tomou banho, ela não conversou com as amigas, ela não tomou seu cafezinho em silêncio e não almoçou a sua comida quentinha. Claro, que esse é um exemplo um pouco exagerado de um dia-a-dia de uma mãe, mas acredite, essa sou eu pelo menos 3 vezes na semana!!

E aí que entra a minha fé. A minha fé em Jesus, me ajudou a superar a mudança de vida que a maternidade trouxe. A minha fé em Jesus, me lembrou que amanhã será  melhor do que hoje. A minha fé em Jesus, me ajuda a gerenciar esse negócio de ser boa mãe e boa esposa ao mesmo tempo (loucura isso, né?). A minha fé em Jesus, salvou meu casamento, mesmo quando eu já havia desistido dele. A minha fé em Jesus me livrou da morte, quando eu não mais queria viver. A minha fé em Jesus, me traz alegria mesmo quando tudo em minha volta está nublado. A minha fé em Jesus me dá certeza de que sou amada, mesmo quando não me sinto amada. A minha fé em Jesus, diminuiu os meus dias de depressão e ansiedade.  A minha fé em Jesus colocou amigos maravilhos no meu caminho que a cada tempo me ajudaram de formas diferentes em tempos diferentes. A minha fé em Jesus me diz que não preciso ter ansiedade com o amanhã, porque o amanhã pertence a Ele. A minha fé em Jesus, me lembra que Ele me escolheu para ser a mamãe do Noah e Olivia, e por isso Ele me capacitará para tal tarefa (difícil, mas não troco por nada nesse mundo). A minha fé em Jesus, me salva, todos os dias.

Eu não sei aonde você  deposita a sua fé. Seja a fé que voce precisa para comprar a casa dos seus sonhos, ou para obter o trabalho dos seus sonhos, ou para superar os desafios do seu dia-a-dia, mas de uma coisa eu tenho certeza: se voce depositar a sua fé em Jesus, você vai andar mais leve, por saber que sozinha (o) você não estará. Também não sei qual a sua definição de fé, mas sei que voce precisa dela para acordar todos os dias, senão pra que levantar da cama não é mesmo?

Desejo a você, uma fé  melhor que a minha, uma fé  bem maior que a minha, uma fé inabalável que vai fazer de você a sua melhor versão! Que o amor de Jesus te envolva você e te de^ paz! 🙂

Com amor,

Camila

O Recomeço

Ano Novo, aniversário, novo emprego, nascimento de bebê, tudo isso simboliza um começo de um novo tempo, ou um recomeço.

Ultimamente tenho sentido que tenho dado um recomeço em muitas áreas da minha vida. Antes de me tornar mae, eu ligava o botão de recomeço somente no Ano Novo ou quando completava algum projeto.  Antes de me tornar mãe eu sentia que podia “controlar” certas áreas da minha vida e atender às expectativas que eu colocava na minha cabeça.

Porem, todo esse controle e expectativas mudou desde o primeiro momento que descobri que estava grávida do Noah! Sem duvida nenhuma o nascimento do meu primeiro filho foi um recomeço de uma nova história. Eu desejei, sonhei, planejei e esperei tudo novo pra ele e pra minha família que estava crescendo. Eu prometi não cometer os mesmo erros dos meus pais, e prometi dar continuidade aos acertos dos meus pais. Prometi a ser mais saudável para passar mais saúde ao meu filho. Prometi tantas coisas que se desse, eu poderia escrever só um livro de promessas. Mas o ponto é, será que o recomeço só vem quando chega algo novo? Não…

Veja bem, se tem uma coisa que eu tenho aprendido desde que me tornei mae, é que todo dia é um recomeço! Babies mudam de um dia para o outro, de um mês para o outro e ainda mais de um ano para o outro! A mãe tem que se reinventar TODOS os dias para se adequar ao novos hábitos e desenvolvimento do filho! Não seria isso um recomeço diário? 

Foi aí então que percebi que é preciso apertar o botão do “restart” (recomeco) em várias áreas da minha vida em que achei que estavam funcionando, mas no entanto precisavam de novos começos. Profissão, alimentação, amizades, hábitos, ideologias, estilo de vida, estilo de moda (praticamente não existente depois que me tornei mae!!! ) e uma série de outras coisas, inclusive o meu casamento! 

Ser mãe é lindo, mas a demanda é tão grande, especialmente se você tem mais de 1 filho, que você acaba esquecendo de dar lugar a coisas novas não relacionadas aos filhos. Sim, você esquece de você, do marido, da profissão e do corpo. Pelo menos eu esqueci. Acredito que não aconteça com todas as mulheres, mas é importante saber que esse “esquecimento” é tão natural que quando chega você nem se dá conta! 

Fazem alguns meses que apertei o botão do recomeço em minha vida, parei de me culpar pelos erros do passado, dei lugar aos novos pensamentos do futuro e tenho melhor vivido o meu presente! Finalmente entendi que igual a maternidade, a vida também precisa de ser reinventada de acordo com as demandas do presente. Engraçado que me veio um funk na memória agora: “Aceita que dói menos!” 😂😂😂 mas não é verdade? 

Enfim, quero te dizer que recomeço faz bem e é importante que aconteça pra que você dê lugar a coisas novas. Não espere que chegue algo novo para que você dê lugar ao recomeço. Quem sabe hoje poderá ser o dia que você dará lugar ao seu grande amor se você simplesmente recomeçar? 

❤️,

Camila 

Aqueles Que Te Celebram

Eu nunca mais vou esquecer essas frases:  “Ande com aqueles que te celebram. Celebre aqueles que te celebram!”  – Joel Osteen 

Existe época em que você quer quantidade… que você é jovem e quanto mais amigos melhor. Existe época em que você cresce, amadurece e o que importa é a qualidade. 

Esse amadurecimento só chegou pra mim depois que tive os meus filhos. Eu sempre digo que a maternidade me mudou, e esse é mais um post sobre isso. Antes de ter filhos, acho que eu era egoista o suficiente para somente desejar a quantidade de qualquer coisa, como por exemplo: amigos, bolsas, sapatos, roupas, móveis, viagens, etc. Até então, na vida de casada a nossa maior preocupação era aonde íamos jantar num sábado à noite (era feliz e não sabia!!! ) !!! 

Eu achava que ser mãe começava ao engravidar… talvez tenha acontecido com alguma mãe que você conheça, mas não aconteceu comigo. A minha maternidade começou mesmo quando eu fiquei sozinha com o Noah, com 5 meses, pela primeira vez. Ali eu me vi completamente responsável pelo futuro e crescimento desse rapazinho lindo e calminho, que não queria dormir na parte de tarde e não demonstrava muito afeto por mim e sim pelo pai. 

Mas por que estou falando isso? Então, nessa mesma época eu me senti muito sozinha. Eu me perguntava cadê todos que vieram visitar o recém-nascido? Cadê todos que ficaram felizes por mim? Cadê todo mundo? Foi ali também que aprendi a valorizar a quantidade. Porque do que vale conhecer a todos se quando você precisa, não tem ninguém? 

Não me leve a mal, não estou julgando ou reclamando, mas estou explicando o valor de ter perto de você aqueles que te Celebram, ou seja, aqueles que te amam apesar de conhecer as sua falhas; aqueles que estão com você no emocional, mas não necessariamente no físico. 

Foi então, em um Domingo pela manhã, numa pregação pela televisão que o Joel Osteem foi usado por Deus para falar ao meu coração, de que eu deveria passar tempo com aqueles que me celebram, porque são esses que vão tornar a minha caminhada mais leve. A maternidade às vezes é um pouco solitária, mas não quer dizer que você deva passar por tudo sozinha. 

Se você já é mãe, tente eliminar aquelas pessoas que te deixam irritada, chateada ou com baixa-auto estima. Ao invés passe tempo com aqueles que celebram você e que genuinamente se importam com você. Talvez essa pessoa que te deixa alegre não é seja mãe, mas as piadas dela vai te dar a energia que você precisa para trocar a próxima fralda suja de caquinha! Talvez o simples olhar dessa pessoa vai diminuir a sua ansiedade para dar o próximo passo. Talvez as 3 amigas que você tem vai te fazer sentir como uma adolescente de novo. É disso que você precisa! E quem sabe não seja hora de fazer novas amizades? 

Enfim, não é preciso ser mãe pra saber que qualidade vai sempre ser melhor que quantidade, certo? Comigo chegou um pouco mais tarde… meu marido sempre diz que sou devagar pra tudo!! 😩 

Mas quero te lembrar que não importa em que época você esteja vivendo, seja você solteira, casada, mãe, tia ou filha; a vida é muito curta pra passar tempo com aqueles que te deixam triste! É hora de andar com aqueles que te celebram, e você vai ver que vai ficar mais fácil enfrentar os desafios daquela semana cansativa!! 

Com amor,

Camila 
Obs: adoro ler os seus comentários e os “likes” no meu blog. 

Só vejo Amor

noah-olivia-photoshootOi!!! Feliz Natal, Feliz Ano Novo e Bom Carnaval!!! Esses foram todos feriados que perdi desde que escrevi o meu último post!! De agora em diante vou fazer o máximo para fazer postagens em inglês e português… com isso, seja bem-vinda ao meu primeiro post em Português de 2017!! Uhuuu!!!

Pois então, nesse post gostaria de abordar como foi o meu 2016 e falar resumidamente (eu desconheço a palavra resumo, confesso não ser muito boa nisso) de como eu me senti amada no ano passado. Apesar de 2016 ter sido um ano mundialmente “pesado”, onde tivemos crises políticas internacionais e nacionais, celebridades indo embora muito cedo, milhares de refugiados fugindo de guerra civil, violência aumentando no Brasil e etc; o meu ano de 2016 foi onde Deus demonstrou o amor dele para comigo e minha família.

Foram muitas as formas em que me senti amada. Mas antes de explicar como me senti, preciso dar uma pequena recapitulada em 2015. Em 2015 eu estava vivendo o àpice da minha luta contra a depressã pós-parto, eu me sentia sozinha e isolada, o meu casamento estava super estremecido devido às novas dinâmicas familiares, os meus filhos ainda estavam muito pequenos e a demanda se multiplicava a cada dia, enfim, eram muitos os fotores que não contribuíam para o meu bem-estar!  Por isso em 2016, eu entrei o ano colocando para Deus que eu queria deixar para trás tudo e todos que não me faziam bem para que eu pudesse viver uma “vida nova” e curada das feridas interiores.

Meninas! Não é que Deus escutou a minha oração?!! Pra começar em 2016, eu e minha família nos mudamos logo em Janeiro para o estado da Califórnia! Me diz se isso já não é Deus agindo a meu favor?! A partir de Janeiro foram muitas mudanças acontecendo tão rápido que eu quase não consegui “dar conta” de tudo que estava acontecendo comigo!

De Janeiro a Abril, eu conheci pessoas novas, achamos uma igreja para congregar, as crianças ja tinham amiguinhos para brincar, eu e as crianças nos familiarizamos com os parque e playgrounds perto de nós, as crianças se adaptaram na creche (o que foi divino), e o marido feliz por morar 10 minutos longe do trabalho!

Agora, para exemplificar o amor de Deus Para comigo em 2016, vou focar em 4 eventos que fizeram muita diferença na minha vida! Aqui são eles:

1- Southbay Church. Esse é o nome da igreja que estamos congregando.  Desde que chegamos na Califórnia, a nossa prioridade era achar uma igreja pra nossa família. Visitamos várias igrejas desde o primeiro Domingo que chegamos, mas nenhuma delas Deus falou conosco da maneira que ele fez na Southbay. Essa igreja têm nos abençoado tremendamente através dos pastores, líderes, ministérios e as pessoas que ali congregam. Através dessa igreja Deus tem curado as minhas feridas e nos demonstrado amor, carinho, humildade e alegria. Sem duvida, estar fazendo parte dessa igreja me faz sentir Amada!

2- Refresh. Esse é o nome do grupo de mães da minha igreja que se encontram 3 vezes por mês. No primeiro dia de visita a Southbay, uma mãe me convidou para participar desse grupo e esse grupo fez toda a diferença no meu primeiro ano na California. As mães desse grupo me abraçaram de uma forma sem igual. Nesse grupo aprendi a me julgar menos e me amar mais. Nesse grupo conheci mulheres cristãs em que o único objetivo era amar a Deus e ajudar umas as outras. Eu lembro que uma das palestras foi sobre Depressao pos-parto. Nossa, so sei que quanto mais eu chorava escutando uma mãe compartilhar o que ela passou, mas eu agradecia a Deus por ter me dado a oportunidade de escutar aquele testemunho naquela hora, naquele dia e naquele lugar!  Esse grupo de mulheres me fez me sentir Amada.

3- Target. Se voce mora no Brasil, acho que voce ja ouviu falar da loja Target, se nao, faz um Google que voce vai saber que loja é essa. Então, a Target foi o meu primeiro trabalho desde que o Noah nasceu, ou seja, em 3 anos. Meninas, voces nao têm noção do quanto esse trabalho foi benção na minha vida! Pela primeira vez em 3 anos descobri que eu posso fazer outra coisa alem de trocar fraldas, dar mama e cuidar de crianças!!!! Voce pode ate rir ou achar lógico, mas a verdade é que depois que voce se torna mãe em tempo integral, a sua auto-estima vai lá em baixo e você perde a sua identidade. Pelo menos aconteceu comigo! Trabalhei na Target por 4 meses, e foram os melhores meses da minha vida desde que tive filhos!! Era maravilhoso conhecer pessoas novas, resolver problemas para ajudar os outros, sair de casa, me arrumar, redescobrir o meu potencial e finalmente me sentir útil além de ser mãe. Enfim, me senti super Amada!

4- A visita dos meus pais. Se voce me conhece sabe que eu e meus pais somos suuuper grudados! Parece até meio sem-noção, mas somos assim! Os meus pais vieram nos visitar no final do ano e pararam a vida deles por 2 meses só para nos servir. Eles chegaram na melhor hora possível. As crianças receberam eles com braços abertos como se não tivessem visto eles ha quase 1 ano, foi como se nada houvesse mudado. Durante o tempo deles aqui eu tive companhia enquanto o marido trabalhava, eu tive a comidinha gostosa da minha mãe para a janta da semana, eu tive as piadas do meu pai para alegrar as crianças, eu tive tudo e mais um pouco. As crianças agora nao param de falar que querem ir ao Brasil na casa da vovó e do vovô! Mal sabem eles que quem quer ir mesmo sou eu!! 🙂 Enfim, a visita dos meus pais foi fechar e entrar o final do Ano com esperança e agradecimento por tudo que Deus fez em minha vida. Eu me senti Amada!

Meninas, desejo a vocês um 2017 cheio de surpresas gostosas para vocês degustarem! Que esse ano o amor prevaleça em cada decisão que voce tomar e que você leve Amor aonde não existe.

Pra finalizar… me conte um evento/momento em que voce se sentiu amada?

Com Amor,

Camila

Love Is All I See

 

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Hiiiiiiii everyone!!!! Happy Thanksgiving, Merry Christmas, Happy New and Happy Valentine’s Day!!!!! As you can see, those were all the holidays I missed since my last post!!! But, hey, here I am and ready to launch my very first post of 2017!!!

For this first post I would like to share with in a quick summary ( I promise I’ll do my best to no write too much) on my year of 2016. Although many people would like to scratch last year form their memories/pages, I instead, cant say the same…

My 2016 was filled with lovely surprises and events happening in the speed of the light! It was filled with uncertainty and the same time full of hope. It was filled with scars from the past and healing from the present. It was filled with old faces saying ‘hello’ and new faces saying ‘I love you’! To summarize it: I felt loved!!

I’ll tell you why I felt loved in 2016.  Although 2016 was the year the world turned upside down with wars, sudden celebrity deaths, politics’ ‘shenanigans’, hate spread, natural disasters, etc; my family and I experienced love from God and people in a very special way.

Let me take you back to 2015 so you can better understand my 2016. In 2015 I was at the peek of my battle with postpartum depression  (read my previous post), my babies were “2 under 2”, my parenthood was still being established, marriage was shaken by all the changes in our dynamics, I didn’t have any emotional support group outside of my family,  husband was unsatisfied professionally, and many other things going on. Therefore, I entered 2016 with my heart full of hope and wishes for a more balanced 2016.

Year 2016 arrives and my family and I move cross country to a new place, new environment, new, scene, new era, new aroma, new pollen (Claritin and Sudafed are my bffs) and new everything. Hey, that is positive, right? New year, new place sounds great to me!! Aaaaaand it was!! I’ll tell you this: Meeting new people and leaving others behind (not all, but some) gave me a new chance to start all over again!! Gave me a new chance to feel loved when I thought love was gone; gave me a new chance to love others when I thought I had fallen out of love towards people; gave me a new chance to discover there is life away from comfort zone and is good!!

We moved to California on January of 2016, by beginning April we had become members of a church, my kids were well adapted to an amazing family daycare, I was part of 4 different social/hangout groups, and life became so busy I barely had time to keep up with everyday changes and new discoveries. Without knowing, 2016 would be the year that God would heal my emotional wounds from the past, gift me with hope for a better present. I’m so tempted to bullet point everything that made me feel loved in 2016, but I’ll select 4 major moments that impacted me the most.

1- Southbay Church! The church my family and I are serving was truly God sent. We were “church shopping” since we arrived, but in none God spoke to us as much as He did in our current church. Since the very first service God used the pastors and people to teach us on humility, love, grace, mercy, joy, hope and Jesus!! I am beyond thankful that God presented us with this church.

2- Refresh! That was the name of a group for moms in my church who also welcomed every mom who wanted to participate. My gosh, how awesome was to be part of that group! The first time I attended I had not known anyone!! On my very first meeting I was already crying my eyes out because those women embraced me as if they had known me forever!!! I felt as if their eyes were actually noticing me, and their hearts were telling: “Everything will be ok, we are here for you!!” Do you know what that means when you are a mom? It means you are not alone on your everyday battle raising your children when sometimes (most of the times) you have no idea what you are doing!!! So, yeah I need that! Olivia was 1.5 and Noah was 2.5, so I need that emotional support!! From that group I learned to be less judgmental on my motherhood, remember that God still loves me if I fail, meet awesome moms who later became my friends and to thank God for being a mom.

3- Target! Guys, I started working for Target in 2016! That was my first job since 2012 when I got pregnant with my firstborn. Working at Target opened the doors for a new me. For so long I thought that I was only good on changing diapers, preparing baby formula, and giving birth. Being a mother full-time for 3 years was a privilege, but it also created lies into my head that I couldn’t be anybody else but a mom. Plus, which mom wouldn’t LOVE to work at a place you go ALL the time fro fun?? So, for 4 months I worked at happily at Target, met new people, received kind compliments from customers, exercised my skills on helping others, drank my everyday Frappuccino from Starbucks, and overall I felt loved by God to be given an opportunity to get out of the house! 🙂

4- My parents! If you know me, you know I am super glued to my parents! But in 2016 they exceeded their limits of being awesome! They were beyond amazing when they came over to visit us for the Holidays last year. To begin with, they literally put their lives on hold for 2 months to come to California to serve and love their grandchildren! For 2 months they cooked for us, cared for us, cleaned for us, entertained us, prayed for us, and loved us unconditionally! Their love for me and my family, taught me to be a better a person. The way they love Noah and Olivia drives Noah to draw our family including Vov’o e Vov^o (grandpa and grandma in Portuguese), true story! I mean, I could go on and on trying to describe how awesome it is to have them here with us, but I will resume to one word: Love.

I’m telling you, love is a powerful thing that make others feel better, brings healing to the soul, brightens somebody’s day and fills the room with positive vibe!! I hope those 4 events in my life could describe a little bit of what Love felt like in my life in 2016. I learned so much about myself in 2016 that I am really excited to apply all that learning in 2017. Now, it’s your turn to tell me what makes you feel Loved!!

Love,

Camila

 

 

 

Depressao Pos Parto! Eu tive…

Bom, a pedidos, estarei escrevendo alguns posts em português também. Resolvi escolher esse post como o meu primeiro em português porque acho que o assunto de depressao pos parto é pouco divulgado no Brasil… Então senta que lá vem história!

A 1 mês atrás li uma matéria sobre uma recem- mãe muito amorosa, amiga de todos, esposa de militar, amada por amigos e familiares; cometeu suicidio após sofrer, em silêncio, de depressao pos parto. A filinha dela tinha somente alguns meses quando a mamãe dela tirou sua própria vida pelo simples fato de não falar pra alguém de que algo com ela não ia bem.

Essa reportagem mexeu muito comigo porque eu me vi sendo essa mulher. 😦 Pela graça e misericórdia de Deus eu nao consegui tirar a minha vida, mas por duas vezes o ataque de pânico que tive foi tão grande que pedi a Deus para que Ele tirasse a minha vida, pois na minha cabeça eu já não estava mais conseguindo conviver com tamanha depressao-ansiedade e sem vontade de viver.

Vou ser mais explícita: numa ida para igreja num domingo, após uma discussão no carro, eu pedi o meu marido para estacionar o carro no acostamento porque eu precisava respirar… Eu abri a porta do carro e claramente me fantasiei me jogando entre os carros que passavam na pista. Eu andava de um lado para o outro dizendo: Deus eu não aguento mais, tira a minha vida agora! 😦

Nesse episódio eu já havia tido o Noah e a Olivia tinha mais ou menos 2 meses.

O pior disso tudo é que nem eu, nem meu marido e nem minha família sabiam que eu estava passando por DPP (depressao pos parto). Eu achava que as pessoas ao meu redor me irritavam, o meu marido achava que eu já tinha ficado maluca depois de ter duas gravidez uma atrás da outra e minha mãe achava que eu estava nervosa.

A verdade foi que eu me auto-diagnostiquei depois que fui numa consulta ginecológica e li num flyer do banheiro que dizia: “A maior causa de mortes entre as mulheres ‘e a depressao. Converse com seu médico hoje sobre isso.” Naquele momento acendeu uma luz na minha cabeça e me toquei de que era isso. No mesmo dia falei com meu médico, ele me indicou um consultório de terapia e dali em diante ficou mais claro pra mim de que o estado mental em que eu me encontrava iria melhorar.

Na matéria em que eu li, uma das melhores amigas da mãe falava que ela era uma das pessoas mais feliz, alegre e sorridente e ela jamais imaginaria que amiga dela poderia estar sofrendo de DPP pois ela nunca demonstrou dor.  Essa depoimento me emocionou demais. Eu lembro que para as pessoas eu falava que estava tudo bem… Eu sorria, mas por dentro eu precisava escutar alguém me dizendo que tudo iria ficar bem… Na minha cabeça eu não via muita alegria em ter 2 filhos pequenos para eu cuidar…

Aqui nos Estados Unidos, não existe o estilo de vida de você ter empregada, ou diarista, ou cozinheira, ou faxineira. Aqui a maioria das mulheres que passam a ser mae, vão morar perto dos pais para ter alguma ajuda, ou fazem tudo sozinha na cara e na coragem.  A ideia d’eu ter que fazer tudo sozinha e acima de tudo lembrar que eu existia, me dava ansiedade e ataque de pânico frequente!

O coitado do meu marido já perdeu a conta de quantas vezes eu pedi para me separar dele enquanto eu sofria de depressao pos parto!! Hoje eu e ele rimos disso, mas na época não era nada engraçado! Eu estava convencida que ele era o culpado da minha infelicidade.

Para resumir um pouco… Eu finalmente comecei a me sentir melhor dessa nuvem chamada depressao-pós-parto 2 anos depois de ter o meu primeiro filho, ou seja… 1 ano depois de ter Olivia… Ou seja, final de 2015  foi quando eu finalmente me senti mais aliviada da dor que foi essa depressao.

O meu objetivo de dividir a minha história com vocês ‘e por alguns motivos:

1- Depressao pos parto pode acontecer com qualquer mulher… Seja ela rica, pobre, casada, nova, evangélica, sorridente, magra, gostosa… Etc.

2- Se você conhece alguma recem-mãe, pergunte a ela como ela se sente. Procure saber dela, se ela está se sentido sozinha ou “nervosa” ou desmotivada. Não só ofereça ajuda, mas seja a ajuda que essa mãe precisa, nem que você vá na casa dela para que você olhe o bebê enquanto ela toma banho, mas ajude.

3- Não julgue o livro pela capa. Muitas vezes parece que a mãe não liga para o filho ou que ela não ‘é uma mãe igual a você… Aí você julga… Mas antes de julga-lá tente descobrir o “porqu^e ” das ações dela…

4- Se você acredita em Deus, igual a mim, ore pela mãe que acabou de ter filho. Peça a Deus que Ele dê forças, clareza, calma, paciência e muito amor pra essa mulher que gerou uma vida dentro dela por 9 meses.

5- se você conhece uma mulher que teve um aborto espontâneo. Ela também tem tedencia a sofre de Depressao por parto.

Enfim, espero que ao ler esse post, eu possa ter esclarecido alguns “Tabus” sobre Depressao Pos Parto e também ter transmitido esperança para alguma mãe que porventura estava passando por isso. Se sinta livre para deixar o seu comentário, ou perguntas sobre o assunto, vou adorar te responder!

Love,

Camila

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